Editora de Livros Científicos

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Coleção Psique

 

 

As Chaves do Inconsciente

R$70,00

A nova edição do livro As chaves do inconsciente traz ao leitor a primeira versão revista e comentada do livro original lançado em 1985, e é dividido em quatro partes, sendo que ao longo das três primeiras, a autora conceitua o inconsciente e trata também da sua caracterização, das suas dimensões na família e também no dia a dia. Renate Jost traz para o leitor o convite a perceber que essa dimensão do inconsciente está presente no cotidiano de forma bem simples e concreta.

A autora também apresenta pontuações muito claras da percepção inconsciente que se encontra nítida na criança, por meio das suas atitudes, dos seus movimentos e principalmente da atitude da criança ainda no útero materno que interage com os pais, que emocionalmente se envolve, participa daquilo que acontece ao longo de toda a sua gestação.

O amor conjugal é também retratado no livro. O leitor é convidado a refletir sobre o momento de escolha do homem e da mulher por um parceiro, que não é só um parceiro sexual, um parceiro amoroso, mas um parceiro pra vida toda. Como ela mesma nos diz, ” …um casal, ao se escolher mutuamente para uma vida de doação total e permanente, busca essa escolha, de certa forma, nas raízes do amor que nutriu por seu pai e por sua mãe, no cerne do amor que lhe foi vital para o desenvolvimento psiconoosomático. Na realidade é o próprio inconsciente que participa da escolha mutua entre homem e mulher. Um amor que foi assim alicerçado não tem condições de simplesmente “desaparecer ou morrer”. (JOST, p154 e 155)

Na parte 4 do livro, a autora apresenta casos clinicos mostrando a aplicação da ADI no âmbito terapêutico, da terapia de integração pessoal TIP.

"As chaves do inconsciente" é uma leitura indispensável para quem deseja conhecer o universo da interioridade humana a partir de uma experiência clínica que acumula 40 anos de pesquisas.

 

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Assim como nossos pais?

A conjugalidade é um dos vetores de produção de subjetividades. Complexa, esta se mostra atravessada por aspectos socioculturais contemporâneos e transgeracionais que contornam a história de vida pessoal dos parceiros, sustentando processos de repetição e de criação. Neste contexto, este estudo objetivou apreender as possibilidades de uma ação criativa e reinvenção de outras dinâmicas de relacionamento frente aos modelos conjugais parentais e socioculturais, analisando a conjugalidade de casais da camada média da região Sudeste do Brasil. No percurso teórico, levamos em consideração o contexto do mundo social que dinamiza os valores que atravessam a vida a dois, apresentando aspectos socioculturais da trajetória que a conjugalidade trilhou, analisando as transformações instauradas nas relações amorosas desde o desmantelamento das organizações tradicionais à instituição do individualismo na Modernidade e, em seguida, à exacerbação de certas características na contemporaneidade. Em seguida, optamos por realizar um estudo sobre a questão da transgeracionalidade na perspectiva da psicanálise de família e casal, destacando as contribuições de René Kaës e de Alberto Eiguer para a compreensão do fenômeno da transmissibilidade e da repetição dos modelos conjugais parentais, assim como as possibilidades de os sujeitos escaparem aos mesmos e reescreverem uma nova história.

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Subjetividade do professor em tempos de violência na escola pública.

Esta investigação teve origem no meu interesse pela educação, que começou na minha infância, se alimentou no meu exercício de magistério e vem se fortificando no exercício de outras funções educativas ligadas à escola.  Como filha de mãe professora, me criei entre livros e cadernos ligados às atividades docentes, e isso me despertou o desejo de também dar aulas e traçar meus rumos. Cumprindo meus propósitos, iniciei o magistério na escola pública, nos anos 60. Depois de outros cursos feitos, percorri a docência na escola pública, desde as primeiras séries, até o nível superior. Talvez pelo meu exemplo, minha filha também segue a carreira de magistério. Na Educação Básica da escola pública municipal e estadual, experimentei o ofício de professora, o ofício de supervisora, de gestora de escola e ainda, tive oportunidade de adquirir outras experiências na área da educação, trabalhando na Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais. Como se pode verificar, sou bastante implicada na situação da escola pública, da qual aprendi a ser crítica, no sentido de me apropriar de conhecimentos que pudessem auxiliar no cumprimento da minha função de educadora. As situações de conflitos, a maioria violentos, por que passa a escola nos dias atuais, têm me motivado a pensar alternativas para que os professores possam realizar seus propósitos educativos em benefício de seus alunos. Com esse interesse, cumpri um mestrado em educação, no qual realizei uma pesquisa, em que tive a oportunidade de investigar a temática das violências na escola pública da contemporaneidade. Senti à época que meu propósito de investigação ainda não tinha chegado ao fim.

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Do sentido para a morte para o sentido da vida:

O problema da adolescência e juventude vivida no contexto da marginalidade e envolvida com ações infracionais é questão séria, de grandes proporções sociais. Questão multifatorial  que tem contribuído para o aumento  do conflito social e da vitimização letal de adolescentes e jovens, vítimas e agressores, especialmente aqueles do sexo masculino. Muitas pesquisas têm se dedicado a estudar o assunto, concentrando-se, especialmente em temas que se articulam às causas psicossociais que levam ao envolvimento com o crime. Não obstante, as questões psicossociais e existenciais relacionadas a processos de reconstrução da vida desses sujeitos, após o envolvimento com o crime, raramente são abordadas como objeto de pesquisa. Neste estudo, objetivou-se apreender possibilidades de reconfiguração do sentido existencial de adolescentes/jovens autores de ato infracional, do sexo masculino, após seu envolvimento e afastamento do contexto do crime, tal como vivido e revelado pelos sujeitos da experiência.

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As Técnicas do Método ADI.

vendas em breve

A Psicóloga Eunides Almeida apresenta, nesse trabalho, uma perspectiva ampla e abrangente da Metodologia ADI/TIP, principalmente no que se refere à abordagem do ponto de vista prático/clínico. Por meio do trajeto percorrido pela autora é possível perceber como o sujeito humano vai se construindo a partir das suas primeiras vivências afetivas e como ele próprio vai tecendo a trama da sua história de sua vida, muitas vezes enveredando por caminhos que o levam ao sofrimento e a contradição de seu ser essencial.
A autora articula os elementos contidos neste intrincado trajeto de compreensão do sofrimento humano, com clareza e objetividade, possibilitando ao leitor acompanhar os caminhos tortuosos da formação de um sofrimento psíquico e existencial que acabam por distorcer o ser humano em sua ação, seu posicionamento, sua essência e seu existir no mundo. Esse trabalho abre as portas para o entendimento do ser humano em suas três dimensões: física, psíquica e noológica, e mostra como esses três elementos, constitutivos da pessoa humana, se entrelaçam, formando um todo indissociável a partir da maneira única e particular com que cada sujeito emoldura suas vivências concretas. Vivências, por sua vez, que podem ser positivas ou negativas, segundo seus efeitos, se construtivos ou destrutivos, para a pessoa e os outros que a cercam.
A autora ainda vai além, pois guia o leitor na compreensão dos caminhos possíveis de ajuda a este ser humano que sofre, ensinando como, por meio da Abordagem Direta do Inconsciente pode-se, atingindo o cerne do sofrimento, desmanchar a intrincada rede de distorções que se formou em torno dessa raiz de base. Percebe-se, por meio desse trabalho, que a pessoa humana pode sempre, por meio da dimensão noológica, exercer sua capacidade de amar e efetivar sua liberdade, pois, como afirma a autora, somente o ser do homem, por suas características estruturais próprias, pode se posicionar de forma diferente, criativa e construtiva diante dos fatos que foram por ele sofridos.
Este trabalho é, portanto, leitura indispensável para psicólogos e terapeutas interessados em conhecer a Metodologia ADI/TIP, mas também para todos aqueles que querem entender, compreender e ajudar o ser humano a ser mais humano.

 

 

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Portas entreabertas:

A Psicóloga Eunides Almeida apresenta, nesse trabalho, o tema de sua dissertação de mestrado que teve por objetivo compreender as articulações do individualismo e do amor em contexto pós-moderno nas relações de conjugalidade e investigar como os indivíduos lidam com as transformações geradas por esses dois códigos no espaço da intimidade, bem como os recursos inventados para a sustentação do vínculo amoroso. Para tanto, partiu do estudo da dinâmica do individualismo nas relações amorosas e suas implicações no contexto pós-moderno, em que assume a roupagem das características da cultura do narcisismo. A conjugalidade passa a conviver com o código do individualismo e do amor romântico e com as inovações que os redesenharam por meio dos valores pós-modernos, os quais são marcados pelo imperativo dos excessos sustentados por uma sociedade consumista, narcisista e espetacular. Vislumbra indivíduos ávidos pela experiência da conjugalidade em função dos benefícios gerados e, simultaneamente, tementes em assumi-la, mediante o medo da perda da liberdade e individualidade. A abertura e a alteridade adquirem papel importante para a construção da parceria. Para realizar a pesquisa de campo Eunides Almeida seleciona dois casais da classe média da região metropolitana de Belo Horizonte. Os parceiros foram entrevistados conjuntamente, o material coletado foi dividido em categorias e estudado através da análise de conteúdo. Percebeu que, apesar dos intensos conflitos gerados na conjugalidade pela convivência com os valores pós-modernos, os sujeitos continuam apostando na relação amorosa, buscando alternativas e reinventando formas de manter o vínculo conjugal. Os resultados do trabaho de pesquisa de Eunides Almeida apresenta indicadores que embora tementes em relação à perda da individualidade, a conjugalidade demonstra ser um espaço que oferece segurança, estabilidade, trocas afetivas, estruturação da identidade individual e sentido para a vida. Posturas de abertura ao outro e fechamento sobre si mesmo coexistem e, embora haja alternância do lugar de abdicações, por vezes, esse espaço termina por recair mais sobre um dos cônjuges e, nesse caso, há certa predominância do domínio de um e alguma perda da individualidade do outro.

 

 

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Por trás da máscara de ferro:

Investigar as motivações mobilizadoras do comportamento do adolescente em conflito com a lei é o objetivo geral deste texto. A autora busca certificar-se de valores, regras, modelos, expectativas e projetos existentes por trás da “máscara de ferro”, cujo sentido metafórico sugere o efeito contraditório e danoso resultante de uma complexa condição existencial em que se confundem fragilidade, medo, violência e sofrimento. A análise do conteúdo das entrevistas possibilitou a identificação dos significados das vivências desses sujeitos- adolescentes, assim como suas motivações subjacentes, e o resultado apontou uma ambivalência existencial causadora de intenso sofrimento envolvendo todas as dimensões do seu ser. O adolescente em conflito com a lei é, antes de tudo, um ser que, frustrado em seus objetivos de auto-realização, agride a sociedade que o exclui. Maria Clara enxerga em seus interlocutores as potencialidades da tabebuia: A tabebuia, é uma árvore que nasce em brejos e mangues, lugares geralmente lameados e malcheirosos. Ali cresce até cerca de 12 metros e passa a produzir, quase que continuamente, belíssimas flores brancás. Não obstante a escuridão da realidade de agora, aqueles meninos, que Maria Clara trata em sua dissertação de mestrado, têm potencial para se transformarem em lindas flores, desde que nós nos disponhamos a cultivá-los e não a exclui-los. É pelo exposto, e por muito mais, que Maria Clara Jost compartilha sua tese com os leitores da SPES. Na tentativa de ver além da máscara de ferro, que se superpõe às faces temerosas e temidas de adolescentes em conflito com a lei, a autora distancia-se das posições extremadas de “culpados ou vítimas” para se deter nos percalços da trajetória por eles percorrida e, muito sutilmente, expõe seu lado humano, cristão, ético, assumindo-se como co-responsável pelo problema e perdoando a seus interlocutores, na ânsia de compreendê-los. É uma leitura obrigatória para pais, educadores, pessoas que orientam adolescentes, em situações normais ou de conflitos, e interessados na prevenção de problemas na adolescência. Maria Clara nos traz o outro lado do mundo dos jovens e nos leva a concluir que “mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização” (Luther King). Esta obra, realmente, é uma estrela a iluminar o fado escuro da sociedade em que sobrevivemos.